Verdade ou mito? A polêmica em torno da
maconha parece nunca ter fim, principalmente quanto à proposta da sua
legalização. Já se sabia da existência da maconha há pelo menos 10 mil anos,
ela era utilizada para fins medicinais ou simplesmente para induzir risos. A
primeira menção da maconha na nossa língua foi em 1.548 onde está escrito "e
já ouvi a muitas mulheres que, quando hião ver algum homem, para estar
choquareiras e graciosas a tomavão". Alguns autores dizem que o
cânhamo surgiu no país nos tempos coloniais para fins têxteis e foi
plantado no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, outros afirmam
que a planta foi introduzida juntamente com o tráfico de negros, que passaram a
cultivar a planta nos estados do nordeste. Pesquisas apontam que 1,5 milhões de
pessoas usam maconha diariamente no Brasil, 500 mil delas são adolescentes e
62% do total dos entrevistados usaram pela primeira vez entre 14 e 18 anos, 17%
desses afirmam ter comprado na escola. Em quatro de outubro de 1830, a Câmara
do Rio de Janeiro proibiu o cultivo, veda e uso da maconha, quem estivesse
vendendo pagaria vinte mil em patacas de prata, já os escravos e demais
consumidores, com três dias de cadeia.
O
corpo esmagado encontrado numa calçada era o de uma garota que havia caído do
quinto andar de um prédio em Chicago, nos Estados Unidos. O que parecia ser um
suicídio, na verdade foi um homicídio, seu assassino atendia pelo apelido de
haxixe, mas ficou conhecido como marijuana depois da American Magazine publicar
uma matéria com o título “Marijuana: assassina de jovens”, 1937. O fato é que o
episódio não aconteceu. O texto tinha assinatura de um funcionário do governo
chamado Harry Anslinger. Nos Estados Unidos, talvez antes de ser
considerada um problema social, era problema econômico para as indústrias
poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel, pois queriam se
livrar de um concorrente, o cânhamo. Nas primeiras décadas do século XX,
vendo por um contexto social, os consumidores de maconha em seu livre uso no Brasil,
eram negros, que a usavam durante rituais de candomblé, além de agricultores,
que fumavam um “baseado” depois do trabalho cansativo. Na Europa a maconha era associada
aos imigrantes árabes, indianos e pessoas intelectuais. Nos Estados Unidos, aos
mexicanos que cruzavam o Rio Grande em busca de trabalho em meados de 1920,
quando a produção e comercialização do álcool foram proibidas sob pressão de
grupos religiosos e o consumo da maconha cresceu, o que causou antipatia da
nação e até a quebra da Bolsa em 1929. A classe média branca americana dizia
que a maconha dava força sobre-humana por isso os mexicanos tomavam os empregos
dos americanos, insinuavam que a droga induzia ao sexo promíscuo, depois desses
e outros boatos a droga foi proibida em vários Estados.
Harry Anslinger tomou como doutrina o proibicionismo, se tornou chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição, o qual barrava as bebidas contrabandeadas na época da lei seca, logo mais criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório a nível e caráter de FBI para lidar com drogas), e com isso passou a liderar a política de drogas do Estados Unidos. O que poucos sabem, é que Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono de uma gigantesca petrolífera chamada Gulf Oil , e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. A empresa desenvolvia vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira, ou seja, disputavam mercado com o cânhamo.
Anslinger tinha mais um aliado, William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais, o homem mais influente dos Estados Unidos. Hearst teve suas plantações de eucalipto desapropriadas na Revolução Mexicana de 1910, ele odiava os “mexicanos fumadores de maconha” e usava essas terras pra plantar eucalipto e outras plantas para produzir papel, ele tinha motivos de sobra para acabar com o cânhamo, foi aí que em 1930 iniciou uma campanha em seu jornal contra a maconha onde se dizia que o uso da maconha fazia mexicanos estuprarem mulheres brancas, que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga, que a maconha mata os neurônios e foi Hearst que, no mínimo popularizou o apelido marijuana para relacionar a maconha aos mexicanos. Os Deputados decidiram proibir o cultivo, venda e uso da maconha, ignorando as pesquisas que apontavam a maconha como uma substância segura. Após freqüentar a Liga das Nações, antecessora da ONU, conseguiu convencer o Brasil que já adotara leis antimaconha na década de 20, e a Europa também foi persuadida. Em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger, porém a luta ambicionaria de Anslinger deixou uma mancha que perdura nos dias de hoje.
Harry Anslinger tomou como doutrina o proibicionismo, se tornou chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição, o qual barrava as bebidas contrabandeadas na época da lei seca, logo mais criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório a nível e caráter de FBI para lidar com drogas), e com isso passou a liderar a política de drogas do Estados Unidos. O que poucos sabem, é que Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono de uma gigantesca petrolífera chamada Gulf Oil , e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. A empresa desenvolvia vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira, ou seja, disputavam mercado com o cânhamo.
Anslinger tinha mais um aliado, William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais, o homem mais influente dos Estados Unidos. Hearst teve suas plantações de eucalipto desapropriadas na Revolução Mexicana de 1910, ele odiava os “mexicanos fumadores de maconha” e usava essas terras pra plantar eucalipto e outras plantas para produzir papel, ele tinha motivos de sobra para acabar com o cânhamo, foi aí que em 1930 iniciou uma campanha em seu jornal contra a maconha onde se dizia que o uso da maconha fazia mexicanos estuprarem mulheres brancas, que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga, que a maconha mata os neurônios e foi Hearst que, no mínimo popularizou o apelido marijuana para relacionar a maconha aos mexicanos. Os Deputados decidiram proibir o cultivo, venda e uso da maconha, ignorando as pesquisas que apontavam a maconha como uma substância segura. Após freqüentar a Liga das Nações, antecessora da ONU, conseguiu convencer o Brasil que já adotara leis antimaconha na década de 20, e a Europa também foi persuadida. Em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger, porém a luta ambicionaria de Anslinger deixou uma mancha que perdura nos dias de hoje.
Tendo
em vista os números citados acerca da quantidade de pessoas que usam maconha
diariamente, será mesmo uma substância segura? Em comparação com outras
substâncias, a maconha é menos prejudicial à saúde e memória. O uso do álcool
causa problemas graves e irreversíveis de memória, já a maconha só causa perda
da memória durante o uso, basta parar de fumar para o cérebro voltar a
funcionar. Segundo uma pesquisa norte-americana a batata frita “vicia” como a
maconha, ou seja, causa bem estar semelhante, sendo assim algo de caráter
psicológico, apenas. O risco de câncer entre alguém que fuma cigarros de
nicotina em comparação com alguém que fuma maconha é enorme. O fato das pessoas
migrarem pras drogas pesadas está relacionado à proibição da maconha, pois
ambos são vendidos no mesmo local. A maconha não pode se tornar mais forte ao
ser modificada geneticamente, pois isso depende da safra e de como é cultivada.
A maconha não tem valor medicinal, ou seja, não cura, mas ameniza há milênios e
é comprovadamente eficaz contra as dores e enjôos do câncer, serve para reativar
o apetite de soropositivo, mas em pequenas quantidades pois reduz as defesas do
organismo se consumida em excesso. A
maconha alivia todos os sintomas da esclerose múltipla, é eficiente contra o
glaucoma, depressão e insônia. Em Amsterdã, a venda da droga psicoativa é
liberada em pequenas quantidades, cada pessoa pode comprar até cinco gramas de
maconha por dia, e só consumi-la em parques, bares e ao ar livre. O comércio da
maconha em Amsterdã é feito através de casas especiais, os Coffee Shops, sendo proibido qualquer tipo de publicidade sobre a
mesma, e venda proibida para menores de 18 anos. É difícil prever o que possa
acontecer acerca da legalização da maconha no Brasil, 72,5% da população é
contra a descriminalização. O fato é que se todos tivessem acesso a informação
e origem da sua descriminação talvez estivéssemos a caminho do bom uso da
maconha, e não apenas vendo o que a mídia quer que vejamos, a maconha não é só um
psicoativo, é uma alternativa que pode ser adotada para o bem.
