segunda-feira, 18 de março de 2013

Um Ponto de Vista Histórico Sobre a Discriminação da Maconha


Verdade ou mito? A polêmica em torno da maconha parece nunca ter fim, principalmente quanto à proposta da sua legalização. Já se sabia da existência da maconha há pelo menos 10 mil anos, ela era utilizada para fins medicinais ou simplesmente para induzir risos. A primeira menção da maconha na nossa língua foi em 1.548 onde está escrito "e já ouvi a muitas mulheres que, quando hião ver algum homem, para estar choquareiras e graciosas a tomavão". Alguns autores dizem que o cânhamo surgiu no país nos tempos coloniais para fins têxteis e foi plantado  no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, outros afirmam que a planta foi introduzida juntamente com o tráfico de negros, que passaram a cultivar a planta nos estados do nordeste. Pesquisas apontam que 1,5 milhões de pessoas usam maconha diariamente no Brasil, 500 mil delas são adolescentes e 62% do total dos entrevistados usaram pela primeira vez entre 14 e 18 anos, 17% desses afirmam ter comprado na escola. Em quatro de outubro de 1830, a Câmara do Rio de Janeiro proibiu o cultivo, veda e uso da maconha, quem estivesse vendendo pagaria vinte mil em patacas de prata, já os escravos e demais consumidores, com três dias de cadeia.
O corpo esmagado encontrado numa calçada era o de uma garota que havia caído do quinto andar de um prédio em Chicago, nos Estados Unidos. O que parecia ser um suicídio, na verdade foi um homicídio, seu assassino atendia pelo apelido de haxixe, mas ficou conhecido como marijuana depois da American Magazine publicar uma matéria com o título “Marijuana: assassina de jovens”, 1937. O fato é que o episódio não aconteceu. O texto tinha assinatura de um funcionário do governo chamado Harry Anslinger.  Nos Estados Unidos, talvez antes de ser considerada um problema social, era problema econômico para as indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel, pois queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Nas primeiras décadas do século XX, vendo por um contexto social, os consumidores de maconha em seu livre uso no Brasil, eram negros, que a usavam durante rituais de candomblé, além de agricultores, que fumavam um “baseado” depois do trabalho cansativo. Na Europa a maconha era associada aos imigrantes árabes, indianos e pessoas intelectuais. Nos Estados Unidos, aos mexicanos que cruzavam o Rio Grande em busca de trabalho em meados de 1920, quando a produção e comercialização do álcool foram proibidas sob pressão de grupos religiosos e o consumo da maconha cresceu, o que causou antipatia da nação e até a quebra da Bolsa em 1929. A classe média branca americana dizia que a maconha dava força sobre-humana por isso os mexicanos tomavam os empregos dos americanos, insinuavam que a droga induzia ao sexo promíscuo, depois desses e outros boatos a droga foi proibida em vários Estados.
Harry Anslinger tomou como doutrina o proibicionismo, se tornou chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição, o qual barrava as bebidas contrabandeadas na época da lei seca, logo mais criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório a nível e caráter de FBI para lidar com drogas), e com isso passou a liderar a política de drogas do Estados Unidos. O que poucos sabem, é que Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono de uma gigantesca petrolífera chamada Gulf Oil , e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. A empresa desenvolvia vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira, ou seja, disputavam mercado com o cânhamo.

Anslinger tinha mais um aliado, William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais, o homem mais influente dos Estados Unidos. Hearst teve suas plantações de eucalipto desapropriadas na Revolução Mexicana de 1910, ele odiava os “mexicanos fumadores de maconha” e usava essas terras pra plantar eucalipto e outras plantas para produzir papel, ele tinha motivos de sobra para acabar com o cânhamo, foi aí que em 1930 iniciou uma campanha em seu jornal contra a maconha onde se dizia que o uso da maconha fazia mexicanos estuprarem mulheres brancas, que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga, que a maconha mata os neurônios e foi Hearst que, no mínimo popularizou o apelido marijuana para relacionar a maconha aos mexicanos. Os Deputados decidiram proibir o cultivo, venda e uso da maconha, ignorando as pesquisas que apontavam a maconha como uma substância segura. Após freqüentar a Liga das Nações, antecessora da ONU, conseguiu convencer o Brasil que já adotara leis antimaconha na década de 20, e a Europa também foi persuadida. Em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger, porém a luta ambicionaria de Anslinger deixou uma mancha que perdura nos dias de hoje.
Tendo em vista os números citados acerca da quantidade de pessoas que usam maconha diariamente, será mesmo uma substância segura? Em comparação com outras substâncias, a maconha é menos prejudicial à saúde e memória. O uso do álcool causa problemas graves e irreversíveis de memória, já a maconha só causa perda da memória durante o uso, basta parar de fumar para o cérebro voltar a funcionar. Segundo uma pesquisa norte-americana a batata frita “vicia” como a maconha, ou seja, causa bem estar semelhante, sendo assim algo de caráter psicológico, apenas. O risco de câncer entre alguém que fuma cigarros de nicotina em comparação com alguém que fuma maconha é enorme. O fato das pessoas migrarem pras drogas pesadas está relacionado à proibição da maconha, pois ambos são vendidos no mesmo local. A maconha não pode se tornar mais forte ao ser modificada geneticamente, pois isso depende da safra e de como é cultivada. A maconha não tem valor medicinal, ou seja, não cura, mas ameniza há milênios e é comprovadamente eficaz contra as dores e enjôos do câncer, serve para reativar o apetite de soropositivo, mas em pequenas quantidades pois reduz as defesas do organismo se consumida em excesso. A maconha alivia todos os sintomas da esclerose múltipla, é eficiente contra o glaucoma, depressão e insônia. Em Amsterdã, a venda da droga psicoativa é liberada em pequenas quantidades, cada pessoa pode comprar até cinco gramas de maconha por dia, e só consumi-la em parques, bares e ao ar livre. O comércio da maconha em Amsterdã é feito através de casas especiais, os Coffee Shops, sendo proibido qualquer tipo de publicidade sobre a mesma, e venda proibida para menores de 18 anos. É difícil prever o que possa acontecer acerca da legalização da maconha no Brasil, 72,5% da população é contra a descriminalização. O fato é que se todos tivessem acesso a informação e origem da sua descriminação talvez estivéssemos a caminho do bom uso da maconha, e não apenas vendo o que a mídia quer que vejamos, a maconha não é só um psicoativo, é uma alternativa que pode ser adotada para o bem.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Adaptação do conto O Rastro do Teu Sangue na Neve.

Link para o vídeo, assistir em FULL HD:  http://www.youtube.com/watch?v=MTgsOGstg5Q


O RASTRO DO TEU SANGUE NA NEVE, versão
ROTEIRO ADAPTADO

Roteiro

Nena chega da Suíça.
Nena: Linda, rica e poderosa. Acabo de chagar de Suíça, falo quatro idiomas, e sem sotaque, estou louca para arranjar um marido.

Nena e Billy se encontram.

Nena: Oh, como é ruim ser rica. Meu Deus... Não vejo um banheiro, e agora? 
Ai tem uma moita ali, “chega”!!! 
Nena vai à moita e se depara com Billy.
Billy: “Ual”, carne nova!
Nena:Já vi bem maiores...
Billy: Ah, é?
Nena: É, e se for me estuprar venha com pegada de “negão”.
Billy: Então vai ser agora!

O feliz casamento.

Nena: Ah, Billy, eu te amo tanto.
Billy: Que bom pra você.
Padre: Estamos aqui esta noite, para unir este belo casal rico e poderoso em matrimônio.
Billy Sánchez, você aceita Nena Daconte como sua legítima esposa?
Billy: E tem outro jeito?
Padre: Nena Daconte, você aceita Billy Sánchez como seu legítimo esposo?
Nena: Demorei tanto pra arrumar um marido, e quando eu arrumo ainda é um traste desses.
Padre: Então vos declaro Marido e Mulher.
Pode beijar a noiva!

A viagem para Espanha.

Billy: “Vamo” Nena! Vou perder o vôo, sua lesa.
Nena: Espera aí cão, eu já to chegando.
Billy: Estúpida...
Nena:Ai, estou louca pra fazer minhas compras na Espanha.
Billy: Quer perder o vôo pra Espanha?
Nena: Nunca, Né? Meu filho.
Billy: Tem um carro platinado e muito dinheiro esperando a gente lá.
Nena: Não quero perder esse vôo nunca.
Nena: Ah, espero mesmo, porque estou louca para terminar minhas compras.
Billy: E você vai ter que transar muito comigo (nas cabines telefônicas).
Nena: Claro Né? Se você tiver aquela pegada de “negão”.
Billy: Claro que eu tenho.
Nena: Vou esperar.
Billy: Pode esperar...
Nena: Vou esperar mesmo...
Billy: Tá bom, cale a boca!!!

Billy e Nena estão na Espanha e neva.

Billy: Ah, que vôo cansativo!
Nena: Pelo menos a gente veio de primeira classe.
Billy: Claro, a gente é rico.
Nena:Ah, que bom, neve!
Eu amo a neve!
Billy: E eu amo você!
Nena: Ah, que lindo!
Billy: Só um pouco.
Nena: Da pra fazer bonecos de neve.
Billy: Vamos pra um motel?
Nena: Já ta pensando nisso?
Billy: Claro, a gente só transou uma vez no banheiro do avião.
Nena: Tá, “vamo” né?

O encontro com o embaixador e sua linda esposa.

Os anfitriões conversam.

Ela: Como é, querido?
Você quer tratar essas pessoas bem? Aquele povinho?
Hm... ta... eu vou fazer o melhor...
Aqueles latinos... Miseráveis... Aquela “mundiça”.
Tem certeza que quer tratar eles bem?
Porque eu mesma não quero.
Classe média alta? Tratar aquelas pessoas bem, só porque ela fala quatro idiomas sem sotaque?
Aqueles emergentes, ta certo, vou fazer o meu melhor.
Lá vem aquele povinho, vamos disfarçar...

O casal chega e cumprimenta os anfitriões.
Billy: Onde vamos jantar?
Ela: Eu prefiro jantar essas rosas, mas eu vou dar par você querida.
Nena: Obrigado! Ah, me furei...
Billy: Não se furou porra nenhuma...
Nena: Me furei, juro!
Billy: Deixa de frescura, Nena!
Nena: Ignorante!
Billy: Burra.
Ela: Vamos conhecer o carro de vocês?
Billy: Por que não?
É, platinado, foi meu pai que me deu. Eu sou playboy.
Nena: Vamos conhecer o carro.




Após conhecerem o carro, chegam ao jantar.

Nena: Meu dedo ainda está sangrando.
Billy: É só um furinho...
Onde está o embaixador?
Ela: Ah, ele foi fazer um exame de próstata, estava sentindo umas dores.
Billy: Mas em mil novecentos e alguma coisa já existia exame de próstata na Espanha?
Ela: Com certeza! 

Garçom: Vamos ao cardápio de hoje – Vodka, eu quero! - Disse Billy.
Vodka Slova, uma bebida muito apreciada pelos estudantes da UFAL – Eu já disse que queria! – Disse ele de novo.
E também Gula – Eu só pedi a vodka – Disse Billy.
Bom apetite - terminou o garçom.
Pode se retirar – confirmou Billy.
Ela: Essa é a comida mais cara da Espanha, experimente.
Nena: Pensei que fosse um cardápio mais sofisticado.
Billy: Vocês são embaixadores... Você é a mulher do embaixador...
Servindo Gula?! Porra!!! Porra...
Nena: Meu dedo ta sangrando, não digo nada, viu?
Billy: Cala a boca, Nena!
Ela: Tem que levar num hospital o mais rápido possível.
Nena: Eu já falei, mas o meu marido é muito ignorante.
Billy: Eu vou te levar no meu carro platinado.

Nena pede informações ao garçom que virou guarda.

Nena: Por favor.
Guarda: Sim, senhora, quem que posso lhe ajudar?
Billy: Mas você não era mordomo?
Guarda: Eu faço muitas coisas por aqui.
Nena: Onde é que fica um hospital mais perto daqui? Meu dedo não para de sangrar.

Billy: O dedo dela não para de sangrar.
Guarda: Posso falar querido?
Billy: Sim.
Guarda: Você vai a esquerda, depois pega a direita, depois segue em frente e pega a esquerda, depois pega a direita de novo, vai pela esquerda, depois de dois metros, aproximadamente, pega a direita de novo, pela esquerda, segue a esquerda, aí pronto, a próxima farmácia mais próxima daqui.
Nena:Eu já vou estar morta quando chegar lá, está saindo muito sangue, muito sangue!
Billy:Eu tenho que achar o meu carro platinado.
Nena:Você ta bêbado, por favor, né?
Billy: Eu não estou bêbado. Eu não transo, eu não bebo, eu não faço nada disso (principalmente em cabines telefônicas).

A caminho do hospital em Paris.

Billy: Já acordou, amor?
Nena: Já, dormi muito.
Billy: Vamos transar?
Nena: Não, acabamos de acordar.
Olha a hora pelo amor de Deus.
Billy: Onze e meia.
Nena: Você está a onze horas dirigindo?
Billy: Onze horas e quinze minutos.
Nena: E você não quer parar? Pare pra beber algo.
Billy:O cigarro me basta.
Nena: Tome isso. Vá, tome um todinho Marijuara.
Billy: Mas macho não toma doce.
Nena: É, mas você tomou.
Billy: Que seja.
Nena: Então você não é mais macho.
Billy: Sou sim!
Nena: Meu dedo ainda está sangrando.
Billy:Que exagero, Nena.
Nena: É sério, eu preciso de um hospital.
Billy: Tá bom, Nena, eu te levo num hospital.
Nena: Que lindo, meu dedo sangrando, daria o nome de uma música “o rastro do teu sangue na neve”
Billy: Tudo isso por causa de um espinho.
Nena: Menino, meu dedo não para de sangrar, pare o carro pra eu me informar com o guarda!
Billy: Tá bom, Nena, eu vou parar meu carro platinado.

Nena fala um de seus quatro idiomas sem sotaque

Nena: Guarda, por favor, please.
Guarda: Bom dia moça, em que posso lhe ajudar?
Bom dia senhor!
Billy: Boa noite, são onze e meia.
Guarda: São onze e meia da manhã.
Nena: Olhe, my name is “Nena Dacorte”, e eu to querendo saber onde fica a farmácia.
Guarda: Eu não sei dizer onde fica a próxima farmácia.
Nena: Ave, esses guardas, nem sei como passam no concurso.

Billy e Nena acham um hospital

Billy: Um médio, por favor.
Médico: Boa noite, em que posso ajudar?
Nena: Meu dedo está sangrando muito.
Médico: Mas isso é muito grave, moça, vamos encaminhá-la para a emergência e o senhor não pode acomapanhar.
Billy: Por que?
Médico: E senhor não pode acompanhar porque temos procedimentos aqui no hospital, o senhor vai ter que esperar do lado de fora, infelizmente são normas do hopital.
Billy: Nenaaa!
Médico: Não grite por favor, isso aqui é um hospital. Vamos lá, Nena, você perdeu muito sangue, você está muito mal.
Billy: Nenaaa!!!


Billy se revolta e vai até o hospital saber a verdade

Billy: Até quinta feira não dá pra ficar sem transar com a minha noiva, como eu vou viver em a Nena?
Eu preciso ir ao hospital saber de toda a verdade, sobre minha amada, que fala quatro idiomas sem sotaque, que se formou na Suíça, e eu tomei sua mão em casamento.
Porra, tantos dias sem transar, eu tenho que saber a verdade no hospital.

Billy chega ao hospital

Billy: Um médico por favor!
Médico: Hello?
Billy: Onde está minha esposa?
Médico: I don’t speak... to brincando, eu falo o seu idioma, o que você quer saber?
Billy: Onde está a minha esposa?
Médico: Ah, qual o nome dela?
Billy: Nena Daconte, meu nome é Billy Sánchez, de Ávila.
Médico: Espera aí um pouquinho, eu vou só consultar, beleza?
[...]
Só mais um momento – Disse o médico.
Bom senhor, consta aqui que o senhor é o homem mais procurado na França, seu carro é o mais procurado na França, até acharam um, mas não era o seu carro, infelizmente sua esposa já faleceu, a família dela já apareceu, já fizeram o velório, já fizeram o enterro, passar bem pro senhor, eu mesmo não tenho nada a ver com isso.

Billy chora a morte de Nena.
Só Deus sabe... você morreu estupidamente porque furou o dedo no espinho de uma rosa.
Eu vou ficar louco...
Uma adaptação do Grupo Audio & Video.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Carta aberta a direção da central globo de produções


Venho através desta, explicitar uma visão a cerca do programa Big Brother Brasil, creio que compartilhada por muitos tele-espectadores. Começando de uma maneira forte poderíamos citar  programa como uma afronta a integridade intelectual das pessoas, onde fica muito claro em apenas alguns minutos no ar do que se trata a ideia central do programa, se resumindo a corpos bonitos e personalidades escandalosas que não servem nem para entreter o horário da madrugada, quanto mais o dito “horário nobre”; pessoas escolhidas a dedo para se confrontarem em uma guerra fútil tendo como ápice valores como fama e dinheiro. 

A futilidade do programa Big Brother Brasil é uma coisa absurda, e é isso que incomoda tanto. Felizmente existem pessoas que sabem entender o real significado daquilo tudo e saber que daquele programa nada se aproveita, mas somos obrigados vez ou outra a ver que toda aquela porcaria ainda termina virando assunto. Celebridades por si só são coisas a parte da industria cultural televisiva, como se já não bastasse a rede globo de produções insiste em fabricar e forçar mais algumas em sua programação como coisas nitidamente descartáveis, hora vendidos como heróis, heróis de absolutamente nada, somente porque a mídia tem o poder de forçar isso ela simplesmente decide que é assim e assim vai ser, para quem tem um senso crítico apurado não é difícil de descobrir o porque das coisas caminharem assim, porém são poucos que conseguem entender que a pirâmide de alienação é uma coisa bem mais complexa, ela tem seus meios e fins.

Somos bombardeados, chega a dar ódio do endeusamento daquelas imagens fabricadas e ver um conteúdo fraquíssimo sendo a todo tempo trabalhada para parecer interessante, como se já não bastasse o analfabetismo e a falta de senso crítico no Brasil a televisão ao invés de tentar acordar e melhorar alguma coisa nas pessoas, faz com que elas se percam em uma lavagem cerebral disfarçada de entretenimento, não desmerecendo as poucas e boas produções que vemos de tempos em tempos; mas a maioria da mídia parece seguir esse caminho.

A crítica termina também por ser um combustível para atração, amando ou odiando o importante é o produto estar em evidência, chega a ser um contraste denso, um grande repórter com a imagem de intelectual, apoiado por uma das melhores equipes de produção do mundo tentando apoiar e coordenar toda aquela zona, que diferente de outras programações assumidamente apelativas e baixas, é vendido como uma coisa maravilhosa, “a novela da vida real”, não poderia ser tão trágico, uma casa trancada com pessoas escolhidas para gerar conflitos e polêmicas.

O BBB é o programa mais desnecessário da televisão brasileira, creio que a rede globo tem consciência disto, porém não quer ficar sem um de seus programas que geram mais lucro e toca tanto o povão, simplesmente falta de bom senso dos responsáveis pela grade de programação. A rede globo tem um enorme poder de lançar ideias construtivas, vez ou outra até parece tentar, mas quando volta a exibir uma programação que se repete a treze anos com o claro sentido de estagnar o senso crítico das pessoas a com o uso de assuntos pouco convenientes, fica clara a sua real intenção. Não é só o BBB que tem que mudar/acabar e sim a política do porque e do quê vai ser exibido, a extinção do programa seria apenas um pontapé para a rede globo mostrar que tem um pouco de respeito ao povo brasileiro, coisa que ela não tem deixado claro ultimamente.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Entrevista ao Grupo Njeitos

A banda de pagode Njeitos, presença constante nos bares e casas de show de Maceió, era originalmente uma brincadeira entre amigos. Assim revelou, em entrevista, o reco-requista, Kaco Chagas.

Segundo o instrumentista, o conjunto, inicialmente batizado como estraga-samba, não pensava em seguir carreira profissional. Os primeiros batuques tiveram a vizinhança como única plateia. Apenas quando foram convidados a tocar em um bar da região, os amigos vislumbraram a possibilidade profissionalizar a banda, que hoje conta com quatro funcionários.

Entretanto, a primeira parceria, com um comerciante da região, não foi das melhores e o grupo, com a ajuda de amigos e colegas, teve que procurar seu espaço. Um dos primeiros passos foi a mudança de nome. Optou-se por Nosso jeito, mas como o nome já batizava outras bandas, surgiu a Njeitos.

Com uma nova cara, o conjunto buscou manter-se atualizado. O repertório contava, agora, com músicas próprias, mas sucessos do momento ocupavam um bom espaço nas apresentações das bandas. Assim, tocando pagode e passeando pelos ritmos musicais do momento, como o sertanejo universitário, e tendo como alvo principal os barzinhos da capital, o grupo popularizou-se entre os frequentadores da noite maceioense.

Questionado sobre as influências musicais da banda, Kaco cita os grupos Sorriso Maroto e Nosso Sentimento, duas das bandas mais populares do gênero, mas ressalta que o grupo pretende criar seu próprio estilo. Ainda no campo das inspirações, o músico destaca o pai de um dos integrantes das bandas como maior motivador, ajudando, inclusive, na compra dos instrumentos.

Sobre os novos projetos da banda, comenta sobre o lançamento do DVD, que, segundo Kaco, mostrará basicamente o que o grupo vem fazendo nesse tempo de estrada. O músico afirma também que, apesar da recente produção, a banda já vem sendo cobrada pelos fãs, ansiosos por novos materiais da Njeitos.
Sobre os melhores momentos até hoje, o músico conta que o grupo, que se apresentará em 12 cidades durante o carnaval, considera o show no réveillon e a participação no Samba Maceió os dois momentos mais especiais da banda.

O reco-requista revela, também, que a banda costuma fazer vários shows no interior alagoano. E, respondendo sobre os planos para o futuro, conta que o grupo recebeu uma proposta e pretende tocar em Santa Catarina.

Sobre as músicas que não podem faltar nas apresentações, o instrumentista afirma que as mais pedidas são Lancinho, da banda turma do pagode, e curtindo a vida, do grupo Bom Gosto. Kaco explica, também, que o grupo está trabalhando em composições próprias e convida o público a conhecer a banda, que acaba de ganhar um ônibus personalizado e apresenta-se de quinta a domingo. 
 aproveito e deixo aqui a fanpage da banda, onde todos poderam conhece-la e acompanha-la melhor.

http://www.facebook.com/GrupoNjeitosOficial?fref=ts

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A presentação do blog

Composto por 6 estudantes de comunicação social da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), tem como objetivo realizar a publicação de textos individuais e sintetizados que irão abordar o tema - diversidade cultural (música, cinema, etc.) como principal objeto de estudo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A musica em 140 caracteres




A musica é algo que nos faz lembrar de momentos inesqueciveis, pessoas que marcaram nossas vidas, nos tras momentos divertidos; enfim, esta presente em todas as ocasiões de nosso cotidiano. Então, Porque não falar sobre algo que é tão marcante e que nos faz tão bem? Por isso em nossa primeira postagem, cada um de nós que formamos o Audio e video vai tentar definir em poucas palavras , mais precisamente em 140 caracteres, alguns generos musicais, vamos escrever um pouco sobre essa forma de arte tão linda e tão diversificada que é a musica. 



Musica Pop

Marcada por letras de facil memorização e ritmo contagiante, a musica pop é hoje um dos segmentos musicais mais famosos e vendidos do mundo.

Fernando Lima



Indie Rock

O indie Rock ou Rock Britânico, é caracterizado por ser independente de gravadoras e fazer parte de um cenário underground ou alternativo.

Gustavo Wino



Forró

Tornando-se conhecido graças a imigração nordestina para outras regiões, o forró, seja ele tradicional, ou eletronico, virou paixão nacional!

Camila Santos



Musica Classica

Altualmente deprecianda por uns, popularizada por outros e apreciada por poucos, a música clássica foi e é um marco na história da humanidade.

Josemir Pereira